domingo, 31 de maio de 2009

Obviedades inúteis (pleonasmo?)


Curioso esse mecanismo de mercado não é.
Valor de uso ou valor de troca?
Ultimamente tenho refletido muito sobre isso (o que não que dizer nada, mas...). Recorrentemente as pessoas dizem: "nossa, mas você, em plena era digital está interessado em rádio AM, toca-discos, fita k-7, enfim, antiguidades, velharias inúteis? Hoje tem internet, tudo que você quiser é só procurar e baixar blá, blá, blá..." Eu digo simplesmente que esta velharias inúteis têm valor pra mim.

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É quase surreal questionar os benefícios da tecnologia e toda parafernalha digital da qual dispomos hoje. O mundo deu um salto muito grande nos últimos 30 anos. Substituímos a matéria pela completa abstração, vejamos os exemplos dos livros e da músicas. O mp3 substituiu o disco e o pdf os livros.
No tempo das cartas, postais, telegramas, obviamente a velocidade da informação era outra. Isso nos condicionava, de certa forma tínhamos mais tempo (muito paradoxal, pois, toda tecnologia não seria para nos poupar tempo de trabalho?). Essa coisa de multi-tarefas, estação de trabalho acabou com os pequenos prazeres da vida. Me lembro de parar um determinado momento do dia para ouvir um disco. Era um momento único, eu colocava o disco para tocar e me dedicava àqueles minutos de apreciação musical. Me prendia aos detalhes, aos solos, enfim, degustava-a.
Esse blog, que pode acabar por aqui mesmo, se dedicará às pequenas e fortuitas sensações das quais nos esquecemos.